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Atibaia

ROMPEU LIGAMENTO DO JOELHO | 04/08/2016 às 00:12:22

Volante Heitor supera drama e trabalha duro para voltar aos gramados

Camisa 7 do Falcão rompeu ligamento cruzado do joelho esquerdo durante partida contra o Red Bull. Previsão é de retorno em novembro.

Volante Heitor poderá voltar aos gramados em Novembro (foto: Fabio Giannelli / Soccer Digital)

Por Fábio Giannelli
redacao@portalfutebolclube.com.br

O dia 01 de Julho de 2015 ficará marcado para sempre na vida de uma das maiores promessas da história do Sport Club Atibaia. Foi nessa data, numa partida contra o Red Bull pelo Campeonato Paulista SUB20, que o volante Heitor, de 19 anos, conheceu a dura realidade vivida por muitos atletas profissionais. A lesão de ligamento cruzado do joelho.

Não bastasse o longo tempo de recuperação necessário para corrigir esse tipo de contusão, Heitor passou por um drama ainda maior. Voltou a romper o ligamento cruzado anterior durante a fisioterapia, apenas cinco meses após sua primeira intervenção cirúrgica. “Foi mais uma vez um balde de água fria”, relembrou o meio-campista em entrevista à Rádio Falcão, durante uma das sessões de fisioterapia que realiza diariamente na clínica Sérgio Nery, em Atibaia.

“Não fosse o apoio da família e amigos, já teria abandonado a carreira”, confidenciou. Mas o amparo de pessoas próximas, que sempre acreditaram e confiaram em seu potencial, falou mais alto. Não poderia morrer em apenas um lance o sonho de ser um jogador profissional de futebol.

“Aquela seria minha última partida com a camisa do Falcão. Já estava apalavrado com o Palmeiras, onde disputaria o Campeonato Brasileiro da categoria e a Copa São Paulo de 2016”, revelou.

Hoje, de cabeça erguida, Heitor sabe que restam apenas três meses para poder finalmente voltar a fazer o que mais gosta. Entrar em campo para jogar futebol.

Entenda o que é
O ligamento é uma estrutura fibrosa, semelhante a uma corda, e apresenta diferentes espessuras de acordo com sua localização. O ligamento conecta um osso a outro dentro de uma articulação e sua principal função é de estabilizar a junta, ou seja, mantê-la no lugar a fim de impedir que um osso se desloque sobre o outro e assuma uma posição anormal. No joelho, existem quatro principais ligamentos: os cruzados anterior e posterior, e os ligamentos colaterais medial e lateral.

A lesão ligamentar pode ocorrer em várias situações e, principalmente, em decorrência de torções e traumas diretos durante a prática esportiva ou por ocasião de acidentes de trânsito, por exemplo. Geralmente, o paciente sente e ouve um estalo no joelho, seguido por dor, no momento do trauma. Se o ligamento acometido for um dos cruzados, que se localizam dentro do joelho, o derrame articular (água no joelho) aparece em seguida. Ao passo que, se a lesão for de um dos ligamentos colaterais, um inchaço se instalará no joelho.





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Heitor, obrigado por atender a Rádio Falcão. Tenho certeza que muita gente aguarda e torce por seu retorno aos gramados o mais breve possível. Primeiramente gostaria que falasse um pouco sobre sua trajetória no futebol até aqui, para quem ainda não o conhece.

Olá amigos da Rádio Falcão, muito grato pela oportunidade de estar falando com vocês. Vou contar um pouco da minha trajetória. Iniciei em 2008 com onze anos na Ponte Preta, fiquei lá durante três anos. Disputei o Sub11 e dois anos de Sub13. Em 2011, acabei saindo e fui para o Red Bull Brasil, onde joguei o primeiro ano de Sub15. Em 2012, fui para o Paulista de Jundiaí onde joguei meu segundo ano como Sub15 e em 2013 cheguei aqui no Atibaia.

Você teve a oportunidade de trabalhar com três administrações nos últimos três anos. Quais as principais diferenças que vê entre os trabalhos das diretorias que passaram pelo clube?

Eu trabalhei com a AFA em 2013 e 2014. Gostei muito do trabalho que era exercido porque eles davam todo o suporte necessário que um jogador de futebol precisa. Meu primeiro treinador aqui no Atibaia foi o Eder Silveira, inclusive foi ele que me trouxe para cá. Nós já éramos amigos há algum tempo e ele sempre me elogiava como jogador, e por coincidência, acabou assumindo o Sub17. Aí ele veio falar que gostaria muito de contar comigo no time. Como eu também tinha muitos amigos aqui no clube e não estava passando por um bom momento no Paulista de Jundiaí, resolvi vir para cá. Nós disputamos o campeonato paulista, tínhamos um time muito bom e o Eder é um excelente profissional, mas infelizmente não conseguimos passar de fase. Depois, ele acabou saindo e quem assumiu o foi o treinador Fabio Gonzaga. No começo eu não me dava muito bem com ele, porque era muito rígido, mas aos poucos, fomos nos adaptando e hoje em dia ele é um grande amigo. No ano passado, o Carlos Cusatis entrou com um projeto bacana e quem chegou para ser o novo treinador foi o Ederson Araujo. O novo elenco tinha alguns jogadores de muita qualidade, mas faltavam algumas peças e ele como um grande profissional que é trouxe ou seus jogadores de confiança. Nós conseguimos formar um elenco muito forte, disputamos o campeonato paulista com times grandes na chave e acabamos sendo o primeiro do grupo durante todo primeiro turno, mas infelizmente contra um jogo com o Red Bull eu acabei me machucando e fiquei de fora o resto do ano.

Como foi a lesão e como está o processo de recuperação?

Foi um lance normal. Eu acabei torcendo o joelho sozinho e na hora senti um estalo. Fiquei preocupado e quando levantei até pedi para sair porque não conseguia andar direito. No mesmo dia fui para o hospital, o medico me examinou e disse que aparentemente eu tinha rompido o ligamento cruzado. Fiz uma ressonância e confirmou que o ligamento estava rompido. Ele disse que seria necessária uma cirurgia para eu voltar a jogar sem dores. Quando ouvi isso, fiquei muito triste. A princípio tinha desistido do meu sonho, não queria nem jogar, mas pedi a Deus que me ajudasse e minha família me deu muita força para eu poder superar essa dificuldade. Decidi operar e estava confiante para voltar ainda melhor. No dia 26 de agosto de ano passado operei pela primeira vez e meu retorno estava previsto para fevereiro deste ano, mas no quinto mês da cirurgia percebi que não estava evoluindo. Foi ai que o Alexandre Barbosa (novo presidente do Atibaia), disse que iria me ajudar. Ele tinha uma parceria com Sérgio Nery, um excelente fisioterapeuta de Atibaia. Fui fazer uns testes e ele me disse que eu teria que operar de novo, que o joelho estava frouxo. Aconselhou a fazer uma ressonância para ter certeza. Depois que fiz, ele e o médico viram que eu tinha rompido o ligamento novamente. Foi mais uma vez um balde de água fria, mas como todos me apoiaram muito e acreditaram no meu sonho, decidi operar mais uma vez. Só que dessa vez o processo de recuperação está sendo muito bom, estou tratando com o Sérgio e com o Rodrigo Escudeiro, que me deram muita força. Vou completar três meses agora de pós-cirurgia e depois só faltam mais três. (a previsão de retorno é para a metade do mês de Novembro)

Notamos sua presença nos jogos do Sub20, até do Sub17. Como vem analisando o desempenho do novo time comandado pelo Charles Rocha? E quais as diferenças em comparação à equipe do Ederson Araújo?

Eu ando acompanhando os jogos do Sub20 desse ano e pude analisar que é um time leve, rápido, que tem bons contra-ataques e os jogadores não deixam de correr um minuto (risos). Se continuar nesse caminho vai dar trabalho. Espero poder jogar com eles e agregar, acrescentar algo de bom. Já o time do ano passado, nós não tínhamos muito jogadores de velocidade, mas tínhamos jogadores técnicos. Criávamos muitas situações de gol e também ficávamos a maior parte do jogo com a posse de bola.

A cidade de Atibaia foi confirmada como sede da Copa São Paulo de 2017. Como recebeu essa notícia? Você deve estar subindo pelas paredes de vontade de voltar aos gramados...

Quando eu recebi a noticia que Atibaia seria a sede da Copa São Paulo novamente, fiquei muito feliz porque como já participei de duas edições aqui na cidade sei o quanto é bom ver o Salvador Russani lotado de torcedores, empurrando e incentivando o time. Também se trata da maior competição de base do Brasil, uma vitrine muito grande para todos nós jogadores. Quanto à vontade de jogar, já estou ficando doido para ser sincero, não aguento mais assistir aos jogos e não poder fazer o que mais gosto que é estar dentro do campo. Mas tenho que ter um pouco mais de paciência, está sendo muito difícil ultimamente, mas em breve estarei de volta.

Para finalizar Heitor, qual recado deixa pra torcida Guerreiros do Falcão, que gosta tanto do seu futebol?

Eu queria deixar um até breve para os Guerreiros do Falcão e dizer que eu estou demorando, mas vou voltar. E que também não faltará disposição e vontade de vencer enquanto eu vestir a camisa do Falcão. Um abraço a todos.









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