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AA Ponte Preta

SOLIDARIEDADE | 30/11/2016 às 19:44:22

Ponte libera zagueiro revelado pela Chapecoense para visitar amigos no Sul

Foto: PontePress/FábioLeoni

A equipe da Ponte Preta voltou aos treinos nessa quarta-feira (30), mas a dor pela perda de amigos e colegas de profissão que perderam a vida no vôo, que levava a delegação da Chapecoense/SC para Colômbia ainda é presente. E um dos que mais sentiram o golpe foi o zagueiro Grolli, que foi revelado pelo clube catarinense. Pela Chapecoense, o jogador atuou de 2007 até 2011, e após sair do clube, voltou por empréstimo na temporada de 2014.

“Está sendo muito difícil. Pessoas que convivi grande parte do meu início de carreira. Certamente se não fossem por eles eu não estaria aqui. É difícil admitir e aceitar o que aconteceu. Infelizmente aconteceu e agora é torcer para que os familiares, que estão sofrendo ainda mais, consigam ter esse apoio e consigam superar essa dura realidade”, afirma o atleta, que irá para Chapecó prestar solidariedade aos seus entes queridos.

“Vou para Chapecó/SC entre hoje e amanhã. Queria agradecer a direção da Ponte por disponibilizarem esse pedido. Quero ajudar as pessoas nesse momento. Minha cabeça está um pouco lá também porque foram tantos amigos e tantas pessoas que tinha um carinho especial. Não queria ter que ir para lá nessa situação, mas infelizmente aconteceu. Vou procurar dar força para pessoas que estão precisando mais do que eu”, revela Grolli.

O zagueiro conta como soube do ocorrido. “Recebi essa notícia ontem quando acordei. Meu pai e minha namorada mandaram mensagens avisando do acidente. Fui direto na internet olhar e vi que era verdade. No começo achei que o número de sobreviventes eram as vítimas e só depois me dei conta que apenas cinco tinham se salvado. Passou um filme na cabeça, porque conheço quase todos. É difícil. Foi ali que comecei. Muito acompanharam minha carreira desde que cheguei para fazer teste e foram importantes nessa trajetória. Fico muito triste com essa situação”, lamenta Grolli, que apesar de apoiar as ações que estão sendo idealizadas pelos clubes, para amenizar a situação da Chapecoense, diz que o pensamento é só nesse momento.

“Eu acho bacana essas ações. O clube passa por uma crise sem precedente. Ninguém imaginava uma situação dessas, ainda mais se tratando da perda de todo o staff. O clube perdeu praticamente tudo. Então qualquer ajuda vai ser válida. Mas é até difícil pensar em algo nesse sentido. O momento é de pensar nas pessoas que se foram, que eram grandes amigos e aí sim os clubes pensarem no que fazer, porque a Chapecoense vem numa ascensão muito bacana, muito legal, todos que jogam lá acabam criando uma identidade e se tornam torcedores. Vamos torcer para que voltem a seguir o caminho brilhante que vinham trilhando e que o melhor aconteça”, reforça o jogador.

Grolli destaca que a proximidade com a realidade vivida com as vítimas do acidente impacta ainda mais. “Podia ter acontecido com qualquer um. Nós viajamos tanto, estamos sempre em avião e todos os clubes param para refletir. Talvez pudesse ter sido conosco”, pensa o zagueiro, que busca palavras de conforto. “Eu acho que o tempo vai curar e amenizar. É lembrar das coisas boas, com amizades bacanas que tínhamos. Foram pessoas sensacionais que passaram na minha vida”, completa.







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